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Malaquias 4, 1-2 / 2 tessalonicenses 3, 7-12

Domingo 33 do Tempo Comum


MALAQUIAS 4, 1-2

Eis que vem o dia, ardente como um forno: os malvados e perversos serão como a palha, e eu os queimarei no dia que há de vir – diz o Senhor dos exércitos – e não ficará deles nem ramo nem raiz. Mas aos que honram o meu Nome, nascerá o sol da justiça, trazendo a cura em suas asas.

O livro é anônimo (Malaquias significa simplesmente “o mensageiro”), e parece que deve ser datado por volta do ano 450 a.C., antes da reforma de Esdras e Neemias.

O povo voltou do exílio, mas a situação é lamentável, o novo Templo é extremamente pobre, e o povo está desanimado e sem nenhum espírito. O livro reúne a pregação profética destinada a levantar o moral do povo, proclamando novamente o amor de Deus e ameaçando aqueles que agem mal perante o Senhor.

A última parte (de onde se tira o texto que lemos hoje) reúne parte das ensinanças anteriores na imagem do terrível julgamento de Deus, também com a intenção de exortar o povo a permanecer fiel à Lei. O livro termina assim:

Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo,
dos preceitos e mandamentos para todo o Israel
que eu lhe confiei no Monte Horeb.
E eu vos enviarei o profeta Elias,
antes que venha o dia do Senhor, grande e terrível:
ele reconciliará os pais com os filhos
e os filhos com os pais,
e assim não virei eu a destruir a terra.

No nosso texto, a expressão “sol da justiça” não significa o mesmo que atualmente (um sol que queima), mas um sol em que resplandece a santidade. É uma imagem do triunfo da santidade de Deus.


2 TESSALONICENSES 3, 7-12

Irmãos: Já sabeis como deveis imitar o meu exemplo: não vivi entre vós sem trabalhar, ninguém me deu de graça o pão que comi, mas trabalhei e me cansei dia e noite, a fim de não ser pesado a ninguém. Não é que não tivesse direito de fazê-lo, mas quis dar-vos um exemplo a ser imitado. Quando vivi convosco, vos disse: quem não trabalha, que não coma. Pois fiquei sabendo que alguns vivem sem trabalhar, muito ocupados em não fazer nada. Pois a esses digo e recomendo, pelo Senhor Jesus Cristo, que trabalhem tranquilamente para ganhar o seu próprio pão.

Já sabemos que o assunto fundamental da carta é deixar clara a doutrina de Paulo sobre o fim dos tempos, a Parusia, insistindo que não é algo iminente; são ridicularizados aqueles que se recusavam a trabalhar com o pretexto de que o fim estava às portas. Paulo se coloca como exemplo: ele mesmo sempre trabalhou com as próprias mãos para ganhar o pão e não ser pesado às suas comunidades.

 

José Enrique Galarreta, S.J.

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