A ti, também, filho do homem, eu te constituí como vigia para a casa de Israel. Quando ouvires uma palavra da minha boca, tu os advertirás da minha parte. Se eu disser ao ímpio: “Ó ímpio, tu certamente morrerás”, e tu não falares para advertir o ímpio que abandone o seu caminho, ele, o ímpio, morrerá por causa da sua iniquidade…
Domingo 23º do Tempo Comum
EZEQUIEL 33, 7-9
A ti, também, filho do homem, eu te constituí como vigia para a casa de Israel. Quando ouvires uma palavra da minha boca, tu os advertirás da minha parte.
Se eu disser ao ímpio: “Ó ímpio, tu certamente morrerás”, e tu não falares para advertir o ímpio que abandone o seu caminho, ele morrerá por causa da sua iniquidade, mas do seu sangue eu te pedirei contas a ti.
Mas, se tu advertires o ímpio para que ele se converta do seu caminho, e ele não se converter, ele morrerá por causa da sua iniquidade, enquanto tu terás salvo a tua vida.
Ezequiel viveu entre os anos 600 – 550, sem que possamos precisar mais. São os anos trágicos da destruição de Jerusalém pelos babilônios de Nabucodonosor (578). Ezequiel e Jeremias são os dois profetas testemunhas da queda de Jerusalém e do exílio para a Babilônia.
A primeira parte da profecia de Ezequiel é contemporânea dos últimos dias de Judá, e é anúncio da queda de Jerusalém. A segunda parte, já no exílio, dedica-se a manter a esperança do povo na restauração, fundamentando-a na confiança em Deus e, portanto, na adesão do povo ao Senhor, não em vãs esperanças políticas.
No texto de hoje, faz-se uma exortação aos “profetas”, encarregados de anunciar ao povo a Palavra, para que cumpram o seu dever, enfatizando a sua responsabilidade e a importância de serem fiéis à sua missão.
ROMANOS 13, 8-10
A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor mútuo. Pois quem ama o próximo cumpriu a lei.
De fato, os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não roubarás, não cobiçarás e todos os outros, resumem-se nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é a plenitude da lei.
É um belo resumo da lei do amor, que mostra como nesse “primeiro mandamento” estão contidos todos os outros.
Algumas interpretações simplistas e restritivas pensam que “ama e faze o que quiseres” é um convite à despreocupação. Apenas leem “faze o que quiseres”, e omitem sua condição: “ama”. No entanto, a mensagem é muito mais sensata: o amor é muito mais exigente do que a Lei. Não apenas a cumpre, mas a supera mil vezes.
A última frase é uma preciosa síntese: “O amor é a plenitude da lei”.
José Enrique Galarreta, S.J.
