Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a Terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário?
Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário,
assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura.
Se me deito, digo: “Quando é que me levanto?”, se me levanto: “Quando chegará a noite?”; e agito-me angustiado até ao crepúsculo.
Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança.
Recordai-vos de que a minha vida não passa de um sopro e de que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».
