Assim diz o Senhor a Sobna, mordomo do palácio: Eu te empurrarei do teu pedestal e te derrubarei da tua base. Naquele dia, chamarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias. Eu o vestirei com a tua túnica, com o teu cinto o cingirei, porei a tua autoridade em suas mãos, e ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá…
Domingo 21 do Tempo Comum
ISAÍAS 22, 19-23
Assim diz o Senhor a Sobna, mordomo do palácio:
Eu te empurrarei do teu pedestal e te derrubarei da tua base. Naquele dia, chamarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias. Eu o vestirei com a tua túnica, com o teu cinto o cingirei, porei a tua autoridade em suas mãos, e ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará, e ninguém abrirá. Eu o fixarei como um prego em lugar seguro, e ele será um trono de glória para a casa de seu pai.
É um oráculo de Isaías incluído em vários outros de ameaças contra diversos povos.
Nos tempos do assírio Senaqueribe, que ameaça destruir a nação, o profeta lamenta a cegueira do povo, prevê seu destino desastroso e deixa aberta uma porta para a esperança de uma salvação futura.
A partir do capítulo 22, os oráculos voltam-se contra Jerusalém, e aqui, em específico, contra o mordomo real. O personagem que vai substituí-lo tem sido entendido como uma figura do Messias – das muitas que aparecem em Isaías – e seu poder é simbolizado em várias imagens, a túnica, o cinto, as chaves, sinais externos de seu cargo.
ROMANOS 11, 33-35
Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus desígnios e inescrutáveis os seus caminhos!
De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu para que tenha direito à recompensa?
Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória pelos séculos! Amém.
É uma doxologia, ou um breve hino, provocado pelos versículos anteriores do texto, que tratam da salvação dos pagãos e dos judeus.
Paulo vê que os judeus rejeitaram Jesus, e isso foi ocasião para o anúncio da Boa Nova aos pagãos. Quando estes aceitarem a Boa Nova, também Israel acreditará.
Essa “economia divina” é o que faz com que Paulo entoe este hino.
José Enrique Galarreta, S.J.
