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Isaías 61, 1-2 e 10-11 / Tessalonicenses 5, 16-24

“Alegrai-vos no Senhor”. Este é o tema deste domingo, no qual se destaca, mais do que o aspecto custoso da conversão, sua verdadeira essência: a alegria pela Salvação. Isso se expressa nos textos do Segundo Isaías, o Livro da Consolação, na exortação de Paulo a uma vida irrepreensível, confiada em Deus, e na figura do Precursor…

Domingo 3º do Advento

“Alegrai-vos no Senhor”. Este é o tema deste domingo, no qual se destaca, mais do que o aspecto custoso da conversão, sua verdadeira essência: a alegria pela Salvação. Isso se expressa nos textos do Segundo Isaías, o Livro da Consolação, na exortação de Paulo a uma vida irrepreensível, confiada em Deus, e na figura do Precursor.

 

Isaías 61, 1-2 e 10-11

O espírito do Senhor Javé está sobre mim, porque Javé me ungiu, enviou-me para anunciar a boa-nova aos pobres, para curar os corações despedaçados; para proclamar aos cativos a libertação, e aos prisioneiros a liberdade; para proclamar o ano da graça de Javé.

Com alegria me alegrarei em Javé, exulta a minha alma em meu Deus, porque me revestiu de vestes de salvação, em manto de justiça me envolveu como o noivo se adorna com uma coroa, como a noiva se enfeita com suas joias. Porque, assim como a terra faz brotar plantas e como um jardim faz germinar suas sementes, assim o Senhor Javé faz brotar a justiça e o louvor diante de todas as nações.

Extraído do terceiro livro “de Isaías”. As expressões do profeta referem-se à restauração de Israel após o exílio. Utiliza-se o conhecido recurso bíblico de representar a proteção de Deus na abundância material e nos sinais de riqueza (vestes de salvação, manto de justiça, coroa…)

Mas o texto aplica-se diretamente a Jesus especialmente por seu princípio: “Anunciar a boa-nova aos pobres…”, citação utilizada pelo próprio Jesus para anunciar-se como Messias (Mt 11 e Lc 7). Portanto, esses textos de Isaías são utilizados em um duplo sentido: como anúncio messiânico e como anúncio do caráter salvador do Reino, salvação para os pobres, alegria pela salvação de Deus.

Chamam a atenção as imagens utilizadas para se referir à ação de Deus: “anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os corações despedaçados, proclamar aos cativos a liberdade”.

 

1 Tessalonicenses 5, 16-24

Alegrai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, pois isso é o que Deus, em Cristo Jesus, quer de vós. Não apagueis o Espírito; não desprezeis as profecias; examinai tudo e ficai com o que é bom. Abstende-vos de toda espécie de mal. Que Ele, o Deus da paz, vos santifique plenamente, e que todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, se conserve sem mancha até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é aquele que vos chama e é Ele quem o fará.

A primeira carta aos cristãos de Tessalônica é, com quase total certeza, o primeiro escrito do Novo Testamento, escrita desde Corinto no ano 51, cerca de vinte anos após a morte de Jesus. Nos deixa ver como era uma comunidade cristã jovem, fervorosa, firme em meio aos sofrimentos.

O tema fundamental que a carta desenvolve refere-se ao problema teológico da segunda vinda de Cristo, mas o trecho que lemos é a despedida da carta, na qual Paulo faz algumas recomendações finais, como um breve resumo da vida cristã.

Qualquer uma dessas frases nos soa como dirigida a nós mesmos: “Alegrai-vos sempre, orai sem cessar, não apagueis o espírito, provai tudo e ficai com o que é bom…” tornaram-se expressões clássicas da espiritualidade habitual dos cristãos.

 

José Enrique Galarreta, S.J.

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